terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Guia dos Motoqueiros das Galáxias

Estou escrevendo este post do ponto de ônibus. Cê veja o que é a tecnologia...
Hoje começam as aulas de moto. Eu já tinha esquecido que iria fazer moto também. Eu acho moto um veículo meio perigoso, mas decidi aproveitar.

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Estou escutando Rodolfo Abrantes. Ele era dos Raimundos, até que Deus o chamou como missionário e importou que ele se convertesse. Eu li um pouco do testemunho dele na revista Rolling Stone, enquanto estava na Biblioteca Pública esperando motorista. Era umas três ou cinco páginas e achei bem interessante ter coisa de crente no meio de uma revista secular de música.

<parenteses mode off>
Enfim, é bom escutar um roquezinho quando de acorda às cinco e meia da manhã.
Agora tirei os fones de ouvido porque chegou mais gente no ponto (e eu não me sinto muito a vontade com os fones, parece falta de educação). Chegou o ônibus.
Posso escolher o lugar em meio a meia dúzia de sonolentos, e até consigo digitar graças ao asfalto da Prefa (oh yeah).
A mulher disse que é na avenida Santa Catarina. Como bom nerd, dei uma olhada no Google Maps. Já estamos chegando no terminal, vou pegar o Santa Catarina.
Achei estranho só eu entrar no ônibus e este com as luzes apagadas. Logo um cobrador me chamou a atenção e disse que iria trocar de carro.
É possível ler o sono nos rostos das pessoas. Fico imaginando, que tipo de gente está às 6:30 da manhã no terminal? Talvez professoras? A gente conhece as professoras porque sempre arrumam assunto para puxar com alguém.
O ônibus passou direto na curva da morte. Devia ter descido antes da rótula. Agora estamos na... Zona? H
aha, que engraçado. O motorista parou o ônibus por uns cinco minutos. Agora eu sei que vou me atrasar. Ele tocou um pedaço de "Aquela dos olhos negros..." no celular, esperou um pouco e continuou o percurso. De certo a paradinha fazia parte...
Passamos o Santa Clara. Aqui eu já conheço, é caminho para o Novo Milênio.
Tive que fazer a volta pelo São Luís, Santa Catarina, Araucária, Centenário. Entre os passageiros que subiam, tinha até um carinha que fez parte do filme do João Amorim, Jango Bravo (que dizia "Mas o senhor nem pagou a cachaça!").
Desci no ponto do cemitério. Tive que andar um trechinho a pé e cheguei com meia hora de atraso.


Andar de moto é fascinante. Mas é mais difícil do que parece. Hoje fiquei dando voltinhas na pista, e aprendi a frear também. O mais difícil é arrancar a moto, precisa ter muito cuidado com a embreagem.

Enfim, é legal. Amanhã tem mais. Mal posso esperar.

2 comentários:

  1. Poxa, o bom te ter largado o facebook é fazer posts como esse né? Que massa... hahaha

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    1. Puxa Ana, fico feliz de você ter lido.
      De fato, blogs são bem mais empolgantes, e te dá uma liberdade maior. Gostaria que todos tivessem um.

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