segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Projeto Gospel Open Source

Uma das coisas que é estranho é o tanto que a pirataria está em todos os lugares, tipo, em tudo. Uma vez eu era usuário e compactuava com esse tipo de atividade. Hoje, já mais maduro, estou me conscientizando que isso é um verdadeiro câncer e passei a ser só usuário.

Enfim, como estou inserido em um contexto evangélico, uma das coisas que mais me chamam atenção é a pirataria nesse meio, que é um tanto controverso. Onde está o Dai a Cezar o que é de Cezar? (Se é que esse é o sentido certo da citação).

Gostaria que tivessem autores de música gospel que disponibilizassem seus trabalhos para livre distribuição e modificação. Eu tenho certeza que grande parte dos músicos cristãos gostariam de divulgar suas canções mesmo sem obter nenhum lucro com isso. Ora, eu sou um deles!

Procurei um pouco na internet para ver se havia algum projeto de música gospel colaborativa, mas, não encontrando, decidi criar eu mesmo (pelo menos não tenho nada a perder). Surgindo então o Gospel Open Source. O nome é feio, mas o projeto é bonito.

A ideia é simples e todos podem colaborar com o projeto. Quem compõe música gospel, pode disponibilizar suas composições. Quem grava, pode disponibilizar suas gravações, quem faz arranjo, pode criar algo encima de alguma letra de outro autor, assim por diante.

O objetivo é este: criar um ambiente que propicie a músicos cristãos a oportunidade de criarem algo juntos, e disponibilizar os resultados gratuitamente.

Quem é músico cristão e toca ou canta na igreja deve saber a que eu me refiro. Já que os "grandes" artistas gravam em uma estrutura grande e por isso precisam cobrar pelo seu trabalho (não quero criticar isso agora), as igrejas acabam recorrendo a baixar músicas piratas pela internet, para poder tirar os arranjos para tocar, baixar playbacks sem autorização, etc, etc. Comprar o disco? Isso muitas vezes é difícil. Enfim, porque não fazemos nós mesmos algo diferente e disponibilizamos pros outros? Assim, de graça?

Essa é a ideia principal do software livre, que faz sucesso hoje (não muito, mas ainda é uma tendência), onde programadores e entusiastas desenvolvem programas de computador de maneira colaborativa.

Quem tiver algum material (gravações, letras, partituras, doações em dinheiro, ideias), por favor, não deixe de colaborar! Fiz um pequeno wiki para o projeto, acessa aí:


Quem tiver algum material, por favor, me envie por e-mail no tiorafa2005@gmail.com. Lembre-se que ao enviar, você está autorizando o uso e alteração do material por outros músicos que se interessarem.

Meu home studio

Um outro sonho que eu tenho realizado aos poucos é o de montar meu próprio estúdio em casa.
Toco teclado desde os... dez anos? Sei lá, nem lembro mais. Eu sei que pelo tempo poderia ser bem melhor. Enfim, nunca priorizei e nem pretendo priorizar o estudo de música. Mas quando comecei a aprender um pouquinho de produção musical arranjamento (por conta mesmo), gostei mais ainda. É muito bom poder ouvir algo que você mesmo gravou/sequenciou, do jeitinho que você imaginou.

Então comecei a compor algumas canções (na grande maioria com sentido espiritual não vou usar o termo gospel porque gospel é um estilo). A maioria delas ainda não estão completas, faltando versos, arranjos, letra, enfim, uma bagunça. Mas acho que é assim mesmo, aos poucos vai sair alguma coisa um dia.

Bem, essa é a fase atual do meu homestudio:


Por enquanto é só uma escrivaninha com um notebook e algumas coisinhas. O projeto é o mais modesto possível, mas já dá pra brincar legal. Aí uma lista das coisas que comprei e mais ou menos o preço delas:

1. EQUIPAMENTOS

  • Notebook Acer (dá pro gasto) - R$1200
  • Fones de ouvido AKG (esses são bons!) - R$200
  • Microfone Sennheiser (ótimo custo-benefício) - R$315,00 com desconto
  • Pré-amplificador de microfone Behringer (show de bola) - R$235 se não me engano
  • Pedestal marca diabo (uma porcaria, vive caindo sozinho) - R$47
  • Interface (cabo) MIDI-USB (ching ling) - R$15 com frete, um negócio da China!
  • Rolo de papel-higiênico (não sei a marca) - R$ 1,50
Sobre os equipamentos, pesquisei um pouco na internet e fui comprando aos pouquinhos conforme sobrava dinheiro.

O processador do notebook me limita um pouco pois não é dos melhores (é um Vision da AMD, o mais humilde da linha). A placa de som eu uso a do notebook mesmo e não tenho reclamações (quando dá um chiadinho eu tiro o cabo do carregador e fica bom).

O microfone é um e835 da Sennheriser, que tem um som bem nítido, bom mesmo. Compete de igual pra igual com o Shure SM58 e custa quase metade do preço! Antes dele, eu havia comprado um Le Son SM58 (R$139) mas o som não é tão bom (se bem que pra apresentação ao vivo quebra um galho).
Optei por um microfone dinâmico (leia-se "normal") por não ter um ambiente tratado acusticamente. Pelo mesmo preço poderia comprar um microfone condensador que teoricamente teria uma captação melhor. Mas, para minha realidade, seria passar um carro na rua e ia tudo por água abaixo. :-P

Os fones de ouvido são bons mesmo (não lembro o modelo de cabeça), são superconfortáveis e tem um som bem natural (se for comprar um igual, não espere aquela resposta de grave).

O pré-amplificador que uso ligado no microfone é bem bonzinho se regular direito. É valvulado, ou seja, é chique. Mais tarde pretendo ligá-lo a uma placa de som externa, mas por enquanto ligo na onboard e tenho resultados bem satisfatórios.

Além disso, fui adquirindo alguns instrumentos conforme sobrava dinheiro. Nada top de linha não.

2. INSTRUMENTOS
  • Teclado (Yamaha PSR E323)- R$700
  • Violão Tagima (aço, sei lá o modelo) - troquei por um outro teclado que eu tinha. Custaria uns R$500 novo eu acho.
  • Baixo Eagle (modelo jazz bass) - esse eu troquei por um celular e um toca-discos (sim, um toca-discos). Custaria uns R$480 novo.
  • Cubo do contra-baixo (Meteoro Demolidor) - R$369 com desconto
  • Flauta (Presley) - R$3 usada
  • Pandeirola (Ozzy) (acabo de descobrir que é IZZO) - R$25
Ah, e também tem um cajón que o meu pai mesmo fez (hahah). O teclado é modesto mas é bom (tem tecla sensível tá valendo). O violão é bonzinho também. E é bem leve de tocar. O baixo é legal, falta prática pra tocar melhor, mas essa é outra história), o cubo é modesto (mais para estudo mesmo) e fica ótimo como um subwoofer! A flautinha, coitada é bem desafinada, enfim, pelo preço que paguei... (nova custaria R$5).

Os monitores de referência as caixas de som eu achei na rua (sim, achei na rua!), e eram de um aparelhinho da saudosa AIWA (afinal, o que aconteceu com a AIWA?).
Para ligar o computador nelas, naturalmente, preciso de um amplificador. Para isso, sacrifiquei um par de caixinhas de som (dessas de computador, que por sinal também consegui de graça), e usei a placa delas. Para abrigar o amplificador, usei uma caixa de fonte de computador. E viva a gambiarra!

Enfim, o projeto é modesto e não tenho ambição de melhorar muito mais do que é hoje. Talvez eu compre um notebook melhor, uma placa de som USB (de uns R$30 na China) e um teclado melhor mais tarde. Tudo isso fica em um canto do meu quarto, portanto não me preocupo com tratamento e isolamento acústico.

3. SOFTWARE

O primeiro software que usei na vida para gravar algo foi o Windows Movie Maker (o 1.0, que vinha com o Windows XP Home hahaha), enfim, isso foi pré-história. Eu considero história depois que conheci o Reason, um programa de sequenciamento muito bom, que, mexendo bem, comecei a fazer uns arranjos desenhando as notinhas com o mouse). Hoje, faz parte do meu projeto fazer música usando somente softwares Open Source, ou seja, gratuitos e de código livre. Então é mais ou menos isso que eu uso hoje:
  • Linux (Ubuntu 12.10 com GNOME).
  • Ardour (software de gravação multipista que não perde para concorrentes pagos, muito bom mesmo).
  • Linux MultiMedia Studio (legal para sequenciar usando o teclado ligado na USB).
  • Hydrogen (legal para criar loops [ritmos] de bateria).
A única coisa que sinto saudade de quando usava software pirata é o Reason e o Melodyne (que ajudava bastante na afinação - principalmente da voz). Talvez um dia eu tenha dinheiro para comprá-los. Mas não quero mais usar coisa pirata (já bastam as músicas que escuto).

EDIT EM 14/05 - Desisiti do software livre e estou usando a versão 7.1 do Reason que comprei uma cópia original por R$700 (muito satisfeito).

Enfim, espero que esse post seja útil (se alguém ler já está bom). Se alguém gostaria de montar um estudiozinho também e gravar umas ideias, é legal, e se quiser dá para investir bem menos que eu (gravando com um microfonezinho de computador e um programa gratuito como o Audacity já dá pra brincar legal).

Se alguém tem alguma dúvida que eu possa ajudar (eu sempre quis dizer isso) pode deixar um comentário que eu respondo com toda a boa-vontade. E é isso aí. Digitei muito, não vou revisar.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Que massa essa música

Tem até órgão.

Minha vida sem Facebook

Dia vinte de dezembro deletei desativei meu Facebook. Não teve um motivo específico. Na verdade foi mais uma soma de vários motivos. Primeiro, estava cansado de ler tantas publicações idiotas sobre temas irrelevantes. Segundo, estava tomando muito tempo vendo tudo isso, tempo que eu poderia estar usando em outra coisa que fosse mais produtiva (ou até mesmo mais divertida).

O fim do mundo; pessoas com a cara do Mussum, as pessoas que defendem assuntos como o mal trato de animais, mas dá pra ver que não mexem um dedo para ajudar, tipo, de verdade; futebol; mensagens "do bem" para viver um bom dia; mensagens "evangélicas" que não tem embasamento bíblico; modinhas de repasse pros seus amigos; modinhas de repasse que o Facebook vai doar 5 centavos pra esse pobre coitado (essa é a mais podre). Ah, e ultimamente, tinha a modinha de mensagens do tipo "Se você ama Jesus, compartilhe, agora, se você é do satanismo e participa de cultos com sangue e orgia fique só olhando". Putz, que lixo. E que hipocrisia.

É muito lixo junto para minha pobre cabeça. E o que estava sendo chato também é que eu vivia no Facebook. Em casa, ficava aberto direto. No trabalho, sempre tirava um tempo para "dar uma espiada". Se a maioria dos assuntos não me interessavam de verdade, eu nem sei porque esse quase vício.

Enfim, o Facebook, como o Orkut, são ideias ótimas. O que faltam são pessoas preparadas para utilizá-las da maneira certa. Seria ótimo ter uma rede social onde eu pudesse entrar em contato com meus amigos, compartilhar fotos de algum evento legal, matar as saudades dos amigos que estão longe e saber o que os outros estão fazendo. Mas na prática não é o que acontece.

É bem possível que eu volte a usar o Facebook. Por enquanto não,  estou tranquilo. De fato é chato por causa que era onde eu encontrava meus amigos. Mas quando lamento por isso lembro que realmente, ando meio distante de meus amigos pessoalmente. E ainda não inventaram nada pra substituir uma boa visita para conversar coisas sem nexo, e quem sabe até jogar um War.