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Postagens

Quanto vale o show?

Quanto vale a vida, se vivida de aparência? Quanto vale o like, quando está acima da decência? Quanto vale Deus se reduzido a uma postagem? Quanto vale o tempo, se é pra digerir tanta bobagem? Quanto vale a vida, se reduzida a uma tela? Quanto vale a sua nova série, sua novela? Quanto vale o amei na sua nova foto de perfil? Quanto vale o seu textão sobre a política no Brasil? Quanto vale cada mensagem de feliz aniversário? Quanto vale cada curtida no seu comentário? Quanto vale o bitcoin num mundo em que se passa fome? Quanto vale o show de depressão no seu smartphone? Em tempo de aparência, o que é raro é a profundidade. Em tempo de maldade, o que é raro é a bondade Eu fico com o rei que escreveu Eclesiastes, Pois tudo que se vê em todo canto é vaidade.

Saudade

Era uma vez um menino chamado Matias. Certo dia ele acordou mais cedo que o normal. Ele estava com saudades. Olhou para o rádio relógio e este, despertando, começou a tocar alguma música que falava de saudade. Ele desligou o rádio mas ficou com a saudade. Levantou e foi ler o jornal. Saudade era a manchete principal da primeira página. Folheou para as outras páginas, mas todas elas falavam saudade. Os classificados, as notícias policiais, tudo. Nas palavras cruzadas, havia uma palavra com sete letras, que começava com "s". Saiu de casa, pegou o carro e viu que o reservatório de gasolina estava na reserva, e que portanto precisaria abastecer. Passou pelas ruas que sempre passou. O tempo parecia nublado, apesar do calor. "Saudade à 2km", dizia uma placa. "Que coisa estranha", disse Matias para ele mesmo. "Esse 'a' não deveria ter crase". Chegando no posto, o frentista chegou abruptamente à janela.  "Que saudade de você", disse o f...

Estou usando óculos

Fazia tempo que eu não escrevia por aqui. Pra quem não lembra mais de mim, meu nome é Rafael e tenho 25 anos. Trabalho como coordenador de TI da Secretaria de Educação e estudo Sistemas de Informação na Uniplac. Sim, sou eu. E aconteceu um marco interessante nos últimos dias: estou usando óculos. E isso é uma coisa um tanto estranha, porque eu pensei que nunca iria precisar. Na verdade, eu só percebi isso quando fui fazer o teste de visão para renovar a carteira de motorista. Há cinco anos atrás, quando fiz pela primeira vez, foi extremamente rápido para encontrar as letrinhas. Dessa vez, fui todo confiante e me deparei com um monte de letrinhas "embaçadas" e, constrangido, tive que "chutar" algumas. Enfim, fui considerado apto, mas o carinha que faz o exame recomendou que eu fosse em um oftalmologista, porque o meu olho esquerdo estava pior que o direito. De fato. Teve outro dia que a gente estava no cinema e eu pedi para experimentar os óc...

Lembrando da minha geração

Trecho do livro Reborn To Be Wild (Ed Underwood)

Ainda arde um desejo

Ainda somos meras crianças mimadas criadas em apartamento pela vovó. Estamos brincando de bolas de gude no carpet da sala de estar. Mas na sala de estar ainda há uma grande janela. Nessa janela nós olhamos e podemos contemplar O quanto as almas clamam por justiça Clamam por algo de Deus, algo que não conheceram ainda Clamam por algo mais profundo. Almas. Atravessando a rua, no sinal, as almas passam. Olhando com seus olhares fechados e severos. Na verdade só estão cansados. Almas. A minha vontade é quebrar essa janela Porque ainda arde um desejo Ainda arde. Aquele mesmo desejo pela profundidade Que o Senhor colocou em mim. Ele só estava um pouco coberto, mas ainda existe. E agora ele arde, mais que tudo. Descobri que a vida só vale a pena quando você está disposto a perdê-la. Há uma causa maior. A causa de Cristo. É muito mais que religião. As pessoas precisam de amor. Mas a janela... Eu preciso parar de me preocupar com as bolas de gude no carpet. E ...

Sobre a música

Eu já não consigo separar a música da espiritualidade. Porque através da música que eu tento expressar minha mente mortal e limitada diante de Deus. E diante desse relacionamento, acabo percebendo que a música é só um meio, e não o fim. Mas que belo meio.

Um sonho que me deixou feliz

Eu estava em um lugar, que era muito maneiro. Era no Centro Cultural Vidal Ramos, eu acho. E tinha vários instrumentos em exposição. Tinha teclados, guitarras, baixos, baterias... Pianos... Aí eu estava olhando e chegou uma moça que trabalhava lá e disse que eu poderia tocar, que aquele espaço era público e que todos os instrumentos poderiam ser usados pelos visitantes. Eu já estava pensando em voltar lá para gravar alguma coisa. Afinal, eu poderia voltar quando quisesse.