terça-feira, 1 de novembro de 2016

Porque sou contra a tributação de igrejas


O fato de existir um projeto de lei para tributação das entidades religiosas é lamentável.

Primeiro, pelos argumentos expostos, que, ao comparar igrejas com empresas, não fazem sentido para uma igreja "de verdade". 
Segundo, pelo rumo que algumas "igrejas" tem tomado, que, ao se comportar como empresas, dão margem para que esses argumentos façam sentido. 
Terceiro, porque o Estado há anos tem se mostrado ineficiente para administrar os impostos (né?), e nesse caso não seria diferente. 
Quarto, porque fere a liberdade da comunidade, pois se alguém quer fazer uma doação a uma igreja, é àquela igreja e não ao Estado. 
Quinto, porque simplesmente não vai resolver o problema proposto, que é o enriquecimento exacerbado de alguns líderes religiosos.

Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus
Sexto, porque, pelo contrário, esses líderes continuarão a existir e encontrarão nisto um motivo a mais para obter ainda mais dinheiro do povo. 
Sétimo, porque as igrejas pequenas, às quais são as de maior atuação  nas comunidades carentes, seriam prejudicadas. 
Oitavo, porque a maioria dos que são a favor do projeto pensam que meia dúzia de pastores que aparecem na mídia são a realidade das religiões no geral. A maioria delas pretende nunca fazer uma doação a uma entidade religiosa. E, afinal, o direito de não contribuir a uma entidade religiosa já existe há muito tempo.


Sinceramente, acho estranho que muitas pessoas sejam a favor disso. Será que elas realmente pensam que o Estado precisa de mais impostos? Será que esses mesmos defendem a CPMF?

Não se trata de tributar líderes religiosos. Trata-se de tributar as pessoas.
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