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O espaço para a inovação no Reino de Deus

inovar
verbo
  1. 1.
    transitivo direto
    tornar novo; renovar, restaurar.
    "inovou a pintura de sua casa"
  2. 2.
    transitivo direto e intransitivo
    introduzir novidade em; fazer algo como não era feito antes.
    "inovou a pintura de sua época"

Se eu pudesse resumir o livro "Os Caçadores de Deus" em uma frase, diria algo como "O risco de que o planejamento humano substitua a ação do Espírito de Deus". Já faz algum tempo que li o livro, mas isso foi o que mais me marcou. É um ótimo livro. Chorei muito.
Se pudesse trazer um texto bíblico que falasse sobre isso, usaria Provérbios 16, versículos 1 a 3:
Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua.
Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito.
Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.
Ou seja, embora que muitas vezes somos levados a pensar que estamos criando cenários perfeitos para a manifestação de Deus, Ele próprio trata de nos refutar, ou pesar o espírito (tradução ACF), ou julgar as nossas intenções (tradução NTLH).

Deus conhece nosso propósito e sabe que, muitas vezes, acabamos fazendo algo que julgamos certo, mas com motivação errada. Provérbios 3:5-7 nos diz:
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.
Entretanto, isso não quer dizer que devemos rejeitar tudo o que é novo. A propósito, Salmos 96:1 nos diz:
Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR toda a terra.
O salmista convida a cantar um cântico... Novo.
Em seu livro "Adoração Bíblica", Dr. Russell Shedd comenta:
"O cântico deve ser novo, pois a adoração pode perder seu brilho se a ferrugem das ações de graça rotineiras não forem constantemente renovadas sob a orientação do Espírito. A repetição de frases milenares toma-se algo enfadonho. Uma novo cântico abre a visão da glória do paraíso (Ap 5.9). Temas desgastados pela repetição acabam como apontamentos de aula, transferidos da apostila do professor para o caderno do aluno, sem penetrar na mente de nenhum deles!"
(Shedd, P. Russeel, Adoração bíblica, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova Copyright © 1987 - S.R. Edições Vida Nova.)
Considera-se, então, a necessidade de trazer novidade na adoração. Mas como essa inovação se dá?

Considerando que Deus nos fez emoção e razão. Considerando que ele nos deu, de maneira limitada e a seu critério, capacidade de sentir e capacidade de pensar, pergunto: como Deus atua? Através das emoções ou através da razão?

Já que você leu até aqui, eu teria a ousadia de responder: ambos. Afinal, Deus usa nossas emoções e usa nossa racionalidade também. E quando quer, não usa nenhum dos dois.

Deus é Deus.

Eu vejo na vida do apóstolo Paulo, algo bastante interessante: o fato de ser um homem cheio do Espírito Santo mas, ao mesmo tempo, uma pessoa de excepcional racionalidade e sensatez. Pelo menos é isso que sinto quando leio algumas de suas epístolas às igrejas.

Então, considerando isso tudo, onde entra a inovação? E o que nos cabe?

Nos cabe a ousadia de trazer inovação sim! Se Deus nos dotou de inteligência, é para que possamos parar e analisar de maneira crítica aquilo que estamos fazendo para Deus, e procurar novas maneiras que venham a enriquecer aquilo que está bom e mudar aquilo que está ruim.

É importante que tenhamos a sensatez de entender que a inovação que se espera de nós não é "reinventar a roda", e sim, trazer espaço para o novo de Deus. E que, se não abrimos esse espaço, estamos "extinguindo" o Espírito de Deus.

O próprio Espírito Santo há de testemunhar e mostrar a nós, aquilo que o agrada. Ele mesmo há de gerar em nós um coração disposto a fazer coisas novas, mas com um propósito e visão bem definidos.

Deus abençoe.

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