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Sexta-feira

Os grilos...
Os automóveis ao longe...
Os bêbados gritando no bar da esquina...
O vento assobiando na chaminé da vizinha...
Ouvi, bem ouvido, da vidraça da varanda, os sons dos assassinatos.
No relógio, o tic-tac intermitente tá me tonteando!
Já passou das duas...
E por que o tempo,
Passa assim tão lento,
Forte como o vento?

Vento -- que passa lá fora
Tempo -- que insiste a demora
Sento -- vejo a própria sola
Lembro -- do mal que me assola
Tento -- apagar a memória
Sinto -- que minha alma chora

Ouvidos atentos:
Ora choram e ora oram
Olho na janela e nas gotas derramadas da chuva...
Te vejo.

Primeiro: pedi permissão pra poder parar e privar-me do pranto
Segundo: num surto soube suplicar sabiamente, sabendo que seria saciada
Terceiro: também tardiamente tentei trazer tantas tragédias...
Quarto: me aquietei
No quarto me calei
Minha alma chorou até que orou e parou...

Tic... Tac...
Cochilei e acordei em um baque
Ouço os passos na calçada
Só pode ser ele, eu fico ressabiada
Agora eu acerto: está chegando perto!

Chegou!...
A maçaneta se abre, a porta range, o molho de chaves tintila...
E ele entra, pé por pé...
Com todo o cuidado, para não me acordar.

O som dos teus passos é que me acalanta, ô anta!
Por acaso pensas que eu estava dormindo, enquanto estavas lá fora?!

Bendita oração...
Aliás, que horas são?
Ah! Deixa pra lá
O agora é agora.

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