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Eu jamais vou me esquecer

Isso já faz alguns anos.
Não era um dia de culto. Era um sábado ou domingo, não lembro bem.
A irmã Estela promoveu uma tarde com os jovens (leia-se crianças) da congregação para fazer algumas brincadeiras, para variar um pouco. Eu fui para participar e dar uma força também.
Peguei o ônibus do Santa Catarina, e, um pouco "bem" atrasado, por causa que não sabia bem ao certo os horários da linha. Planejava entrar de mansinho sem chamar a atenção, e sentar no fundo (também por causa daquela conhecida timidez).
Me surpreendi quando desci a ladeira da entrada do bairro, quando alguns meninos saíram à rua correndo ao meu encontro, e me abraçaram gritando "o tio Rafa é do nosso time!".

Não conto isso para mostrar que na ocasião fui querido ou que ainda o sou, mas porque realmente me marcou, foi algo novo e inesperado. Tá, não parece tão especial, mas foi. Demais.

E as pessoas ainda procuram a paz.

Glorificado seja Deus.

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