domingo, 23 de abril de 2017

Eduardo e a surpreendente alegria na aparente solidão

Eduardo saiu para dar uma volta.

Estava pensando em muitas coisas ultimamente. Pensava na moça do caixa 4, pensava nos seus relacionamentos com as pessoas e com Timóteo, seu melhor amigo.

Eduardo resolveu acordar mais cedo no domingo e caminhar sozinho. Fazia muito tempo que não caminhava, desde que comprou seu cavalo, que, por sinal, era prático demais. E, na verdade, fazia algum tempo que também não ficava sozinho. Apesar de ser inicialmente um tanto antissocial, já havia algum tempo que sempre estava rodeado de pessoas, e aquilo parecia importante de tal modo que esses relacionamentos pareciam estar tomando um espaço prioritário na sua vida.

Então, naquela manhã de domingo, Eduardo conversou muito, com Deus e consigo mesmo. Conseguiu colocar seus pensamentos no lugar.

Foi então que Eduardo percebeu que, quanto mais ele preenchia a si mesmo com seus relacionamentos das pessoas que amava, mais vazio se encontrava. E, paradoxalmente, no aparente vazio de estar a sós com Deus, percebeu que esse sim é o único relacionamento que realmente preenche a carência que estava sentindo.

Há tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar.

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